A prática não nasce fora da história.

Esta não é uma história sobre títulos ou técnicas isoladas. É sobre percurso, escolhas e atravessamentos. A psicologia que se apresenta aqui foi sendo construída no encontro entre formação, experiência e vida real, nas perguntas que surgem fora dos manuais e na escuta do que se repete nas relações. Mais do que uma profissão, tornou-se um modo de olhar a vida: atento ao contexto, à singularidade e à responsabilidade de estar presente diante do outro.

Minha Trajetória

A aproximação com a Psicologia não aconteceu por acaso nem por um plano definido. Ela nasce da necessidade — da busca por ajuda em um momento em que compreender a si mesma deixou de ser opcional.

No percurso, a Psicologia deixou de ser apenas resposta para uma demanda pessoal e passou a se tornar linguagem, ferramenta e sentido. Não apenas ajudou a reorganizar a própria experiência, mas abriu espaço para reconhecer o sofrimento como algo que pode ser escutado, elaborado e transformado.

A formação acontece, então, junto da vida real: no trabalho, nas relações, nas perguntas que insistem e nos atravessamentos que não cabem em manuais. A Psicologia se constrói no encontro entre teoria e experiência, não como algo separado da vida, mas como parte dela.

Mais do que um caminho profissional, tornou-se propósito: sustentar espaços de escuta onde seja possível compreender, responsabilizar-se e seguir adiante — sem promessas fáceis, mas com presença.

Por que escolhi esses caminhos

A escolha pela abordagem humanista não foi apenas teórica. Ela fez sentido porque partiu do lugar onde eu mesma precisei ser escutada. A Psicologia Humanista entende que o sofrimento não é um erro a ser corrigido, mas uma experiência que pede compreensão. Na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP), o cuidado acontece na relação: na escuta empática, no respeito ao tempo de cada um e na confiança de que ninguém precisa ser consertado para se transformar. Trabalho a partir da ideia de que cada pessoa é especialista da própria história. O papel do psicólogo não é conduzir respostas prontas, mas sustentar um espaço seguro onde perguntas possam existir — inclusive aquelas que ainda não sabem para onde vão. Escolhi a ACP porque ela não reduz pessoas a diagnósticos, nem transforma o processo terapêutico em técnica vazia. Ela exige presença, responsabilidade e coerência entre quem se é e como se cuida. Mais do que uma abordagem, é uma forma de estar em relação.

Um pouco sobre mim — para além do trabalho

Sou uma mulher cis, uso os pronomes ela/dela, sou lésbica, casada e divido a casa com três gatos. Esses aspectos não definem meu trabalho clínico, mas fazem parte da forma como existo no mundo e me relaciono com ele. Gosto de leitura, jogos online no celular e de filmes e séries — especialmente suspense e drama, daqueles que provocam, viram a história e fazem a gente sair diferente do que entrou. Talvez por isso eu me interesse tanto por processos humanos: pelas camadas, pelos conflitos e pelo que não se revela de imediato.

Trago para a Psicologia essa mesma curiosidade respeitosa pela singularidade de cada pessoa, sem expectativas prontas sobre quem alguém deve ser ou como deve viver. Na clínica, essas vivências não ocupam o centro da escuta — mas sustentam uma postura ética, situada e consciente de que ninguém chega neutro à relação. A psicologia que pratico parte do encontro entre pessoas reais, em um espaço profissional, responsável e comprometido com o cuidado.

Se, ao me conhecer um pouco mais, algo fez sentido para você, este é um convite.

Podemos conversar e ver se esse espaço de trabalho também é possível para você.

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